Ganhei uma viagem para Egito, Grécia e Israel. Foram dias inesquecíveis. Já se passaram quase dez anos e ainda guardo no bolso da saudade aquelas imagens e emoções. Andei pelas ruas de Atenas, visitei o Parthenon e vi de longe o local do Areópago. Era estranho pisar o mesmo chão de Sócrates, Platão e Aristóteles. Tentei ouvir suas vozes: "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus", "a vida que não passamos em revista não vale a pena viver", "o corpo humano é a carruagem, eu, o homem que a conduz, os pensamentos as rédeas, os sentimentos os cavalos", "o homem solitário ou é uma besta ou é um deus". Mas suas vozes se perderam "no mundo das idéias".
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O lutador
Há vários anos atrás, Paul Simon e Art Garfunkel nos encantaram com uma canção de um menino pobre que foi para Nova Iorque em sonho e caiu vítima da vida cruel da cidade. Sem dinheiro, tendo apenas estranhos como amigos, ele passava os dias “escondido, procurando os lugares mais pobres onde os mendigos vão, buscando pontos que só eles conhecem “.[1]
É fácil imaginar esse jovenzinho de rosto sujo e roupas velhas, procurando trabalho e não encontrando. Ele se arrasta pelas calçadas, lutando contra o frio e sonhando em ir para algum lugar “onde os invernos da cidade de Nova Iorque não me façam sangrar, levando-me para casa”.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Marcha soldado, cabeça de papel
Entre trios elétricos e gritos de guerra, lá vai o rebanho, já devidamente tosqueado, como aqueles soldadinhos da propaganda das baterias duracell.
Eu estava aqui nos EUA em 1991, quando li pela primeira vez uma matéria sobre a “March For Jesus” realizada nas ruas de Londres. Não havia trio elétrico, nem palanque com políticos ávidos por votos. Eram apenas cristãos com violões e outros instrumentos acústicos, dando testemunho de sua fé. Confesso que me identifiquei imediatamente. Parecia coisa de hippie. rs
quarta-feira, 2 de junho de 2010
E se Jesus tivesse vindo a terra em 2010, como seria a sua vida nos dias de hoje?O aclamado ilustrador Simon Smith criou uma serie de 12 ilustrações para retratar a história da ressurreição de Jesus de uma forma bem contemporânea.
A série de 12 ilustrações intitulada de criadas por Smith vem acompanhadas de um texto feito pelo idealizador do projeto (Estações da Ressurreição) reverendo Ian Adams e traz a ressurreição de Jesus para Leeds, ao norte da Inglaterra em pleno ano de 2010.
Todos os escritores dos quatro evangelhos falam sobre aquela noite em que Pedro negou o nosso Senhor com três declarações de rejeição crescentes. Eles nos contam o choro amargo de Pedro quando ele compreendeu que Jesus predissera corretamente a sua negação, antes que o galo cantasse. Todavia, Lucas inclui um pequeno detalhe, profundo.
Lucas 22.61 diz que, após a negação de Pedro pela terceira vez e o cantar do galo, “voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo”.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Pensamento sobre o amor
Não existe um investimento seguro. Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em passatempos e pequenos confortos, evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife ou no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sombrio, imóvel, sufocante – ele irá mudar. Não será quebrado, mas vai tornar-se inquebrável, impenetrável, irredimível. A alternativa para a tragédia, ou pelo menos para o risco da tragédia é a danação.
O único lugar fora do céu onde você pode manter-se perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno.
C. S. Lewis em “Os Quatro Amores”
Fonte:SOLOMON
O Deus do Evangelho Missional não é um Deus muito pequeno?

Diz-se que o liberalismo geralmente penetra sorrateiramente na igreja pela porta do evangelismo e da obra missionária. Acho que isso é verdade. É exatamente no ponto em que a igreja interage com o mundo que a igreja será tentada a solucionar os problemas que o mundo diz que devem ser solucionados.
Por exemplo, afrontados pela crítica que o Iluminismo fez ao cristianismo histórico, os protestantes liberais dos séculos XVIII e XIX desejavam um cristianismo que pudesse se adequar às novas ciências. Conforme J. Gresham Machen observou, "Que relação há entre o cristianismo e a cultura moderna; o cristianismo pode se sustentar numa era científica? Esse é o tipo de problema que os liberais modernos tentam solucionar" (Cristianismo e Liberalismo. São Paulo: Editora Os Puritanos). É como se o mundo dissesse: "Dê-nos um cristianismo que seja compatível com o liberalismo", cristianismo este que os liberais sentem-se na obrigação de oferecer.
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